Empatia na medida certa! Como assim?

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Empatia na medida certa! Como assim?

medida, empatia

Se você pesquisar o significado da palavra empatia vai descobrir que é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Sentir o que o sentiria a outra pessoa, se estivesse vivendo a mesma situação.

Podemos dizer que é a capacidade de compreensão emocional e identificação com a outra pessoa. Empatia é uma competência, mas ao mesmo tempo uma virtude.

Competência é aquilo que a capacidade cognitiva dá ao homem condição de fazer. São os conhecimentos, as habilidades e atitudes, ou seja, o CHA.  Já a virtude é mais que uma capacidade ou uma aptidão. É o valor, o propósito. Segundo Aristóteles, é uma disposição para praticar o bem.

A empatia é essencial para promover o sucesso na carreira profissional e na vida pessoal. Pois, gera laços entre líderes e liderados, ajuda na tomada de decisão e na gestão. Promove a melhoria das relações interpessoais, aumenta a confiança entre as pessoas e promove a diversidade.

Perceber as necessidades

medida, empatiaA empatia está presente no design dos produtos que consumimos, como no conforto de um sapato, na ergonomia de uma cadeira, até no carro que compramos. Perceber o que as pessoas desejam e necessitam é fundamental para conquistar a sua confiança e alcançar sucesso naquilo que você se propôs a fazer. Então, como desenvolver a empatia?

Observe as pessoas. Veja como elas se comportam, quais são as suas experiências. Algumas são generalistas, gostam de ter uma visão global do produto e ou serviço. Outras são específicas, gostam de analisar, criticar, apreciam a riqueza dos detalhes.

Ouça e faça perguntas. Para Sócrates – mais importante do que falar, é perguntar. Quem comanda a prosa não é quem fala, e sim quem escuta. Por isso Deus nos presenteou com dois ouvidos e uma boca. Estimule o diálogo, pergunte ao seu cliente/paciente ou ao seu liderado como ele se sente? O que deseja e o que pensa? Interaja sem fazer um pré-julgamento. Assim, você terá oportunidade de conhecer os diferentes perfis e criar mais afinidades com as pessoas, com as quais convive.

Sabemos que o sucesso profissional, muitas vezes, depende do nível de empatia em relação ao que importa aos outros. E criar empatia com as pessoas pode gerar uma aproximação agradável, bons resultados, relações confiáveis e duradouras.

Porém, pesquisas recentes, realizadas por Waytz, Adam e outros (2016), em seu artigo publicado na Harvard, denominado “Os limites da empatia” revelam que, embora a empatia seja fundamental, deixar de reconhecer seus limites pode prejudicar o desempenho.

Empatia na medida certa!

Segundo Adam (2016), assim como tarefas cognitivas pesadas, como reter muitas informações ao mesmo tempo, se concentrar em um ambiente agitado, a empatia também demanda muitos recursos mentais. Nesse sentido, os trabalhos que exigem empatia constante podem gerar a “fadiga por compaixão”. Trata-se de um sentimento de falta de energia, de exaustão emocional, que poder gerar estresse, ansiedade, desconforto e até esgotamento físico e mental.

Isso geralmente acontece quando o profissional não consegue lidar de forma saudável com as emoções negativas, que surgem do sofrimento das pessoas com quem ele lida. Como consequência, estes profissionais começam a apresentar respostas somáticas, ou defensivas em relação ao seu trabalho.

A fadiga por compaixão, sentimento de dor, de desânimo pode ocorrer, especialmente, nos profissionais que executam trabalhos com um nível constante de exigência de empatia, como os da área de saúde: médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas, cuidadores de idosos, psicólogos etc..

Os profissionais que trabalham para instituições de caridade e ONGs também correm o mesmo risco devido ao elevado índice de turnover dos voluntários, baixa remuneração e a natureza do trabalho, que exige muita empatia.  A “fadiga por compaixão” pode gerar impactos na produtividade como faltas ao trabalho e aumento dos erros e retrabalho. Alguns autores lembram que a fadiga por compaixão é a principal ameaça à saúde mental dos profissionais de Saúde (Abendroth, 2005; Collins & Long, 2003; Huggard, 2003).

A empatia é desgastante em qualquer contexto ou função em que constitua um aspecto principal do trabalho. Pois, compreender e responder às necessidades, interesses e desejos de outros seres humanos envolve um dos mais intensos trabalhos. Embora possamos acreditar que a empatia vem naturalmente, é preciso um árduo esforço mental para entrar na mente de outra pessoa. Adam (2016),

Pratique empatia

Apesar de suas limitações, sabemos da importância de se criar um ambiente empático, do valor da empatia para construção do sucesso profissional e pessoal, para a liderança, para o marketing, para a arquitetura e para a gestão. Como não se trata de um recurso infinito, a empatia deverá ser utilizada com bom senso e de forma inteligente, para não comprometer o desempenho e gerar um ambiente colaborativo, inclusivo, sustentado por laços de solidariedade, confiança e muito sucesso.


Entre os 6 a 22 de dezembro, nossos autores parceiros estarão publicando diariamente conteúdos sobre empatia, cada um dentro de sua área de saber, compartilhando aprendizados, histórias e experiências que possam inspirar e despertar a empatia. Acompanhe!!!

empatia


MAPA DA EMPATIA

Nós do nCiclos queremos inspirar o movimento transformador em sua vida e – para isso preparamos um MAPA DA EMPATIA para você seguir o passo a passo e colocar a empatia em prática, ampliando os fios da conexão humana.

O Mapa da Empatia pode ser baixado para ter com você e consultar sempre que desejar.

Cleuza Pimenta
Professora de MBA. Consultora empresarial com foco em treinamentos experienciais. Mestre em Administração, com formação internacional, na George Washington University – Washington DC – EUA. Especialista em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, com aperfeiçoamento na Áustria.

“Temas atuais e relevantes que estimulem à reflexão das pessoas a respeito da responsabilidade sobre a própria Qualidade de Vida. Instigar à melhoria da autoestima, o respeito, a conquista de um estilo de vida mais saudável. Contribuir para a geração de ambientes empresariais harmoniosos, criativos estimulando a colaboração e a motivação de forma natural e espontânea. Encorajar as pessoas a planejarem a sua aposentadoria. ”

Saiba mais sobre Cleuza

Cleuza Pimenta
Cleuza Pimenta
Professora de MBA. Consultora empresarial com foco em treinamentos experienciais. Mestre em Administração, com formação internacional, na George Washington University - Washington DC – EUA. Especialista em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, com aperfeiçoamento na Áustria. “Temas atuais e relevantes que estimulem à reflexão das pessoas a respeito da responsabilidade sobre a própria Qualidade de Vida. Instigar à melhoria da autoestima, o respeito, a conquista de um estilo de vida mais saudável. Contribuir para a geração de ambientes empresariais harmoniosos, criativos estimulando a colaboração e a motivação de forma natural e espontânea. Encorajar as pessoas a planejarem a sua aposentadoria. ” Saiba mais sobre Cleuza
  • Juliana F

    Excelente artigo! Tema muito bem colocado, de forma clara e leve. Dá vontade de continuar lendo mais… parabéns a professora Cleuza!
    Realmente a empatia é necessária para convivermos melhor com o próximo, pois quando nos colocamos no lugar do outro, passamos a conviver melhor, com menos julgamentos, menos cobranças.
    Eu, como arquiteta, também preciso de usar muito da empatia para elaboração dos projetos, pois só quando entendemos a necessidade do outro, torna-se possível a concepção de um projeto de sucesso.
    Obrigada pelo belíssimo artigo.

    • Juliana, adoramos essa interação! Que legal que gostou e comentou! Compartilhar para nós é um importante valor, afinal todos temos algo para aprender e ensinar…e essa é a força transformadora dos diálogos! Continue acompanhando nossos conteúdos. E aguarde, para os próximos dias, um conteúdo sobre empatia com foco na arquitetura, uma contribuição de nossa autora parceira Priscilla Bencke.

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