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Relacionamentos positivos despertam o que há de melhor em nós

Corações, relacionamentos

A importância da construção de relacionamentos positivos é mais do que conviver bem com outras pessoas. Ela afeta diretamente a nossa felicidade.

“Os outros são um antídoto para
os momentos ruins e a fórmula mais
confiável para os bons momentos”.

Relacionamentos Positivos representam um dos pilares da Psicologia Positiva. Para Martin Seligman, considerado o pai da Psicologia Positiva, há poucas coisas positivas que você pode fazer sozinho. “Os outros são um antídoto para os momentos ruins e a fórmula mais confiável para os bons momentos”.

Ana Artigas, autora do Livro Inteligência Relacional, e criadora deste conceito, diz que é importante escolhermos relacionamentos que despertam o que há de melhor em nós, pois somos seres relacionais. Vivemos em sociedade, e precisamos nos relacionar para sobrevivermos no mundo de hoje, através de relações saudáveis que geram aprendizado.

Relações que geram aprendizado. É neste ponto que queria chegar. Precisamos avaliar o quão saudáveis ou tóxicas estão nossas relações. E um exercício muito simples pode te dar um resultado muito importante. Pergunte-se: Estou evoluindo com esta relação?

Na verdade, tanto as relações tóxicas como as saudáveis nos ensinam. Ambas geram aprendizado. Cada relacionamento é uma oportunidade para aprendermos algo sobre nós mesmos. Inconscientemente, buscamos quem precisamos em determinados momento de nossas vidas. E às vezes as verdades sobre nós mesmos vêm à tona de uma forma cruel. Ao transcendermos isso, evoluímos e temos chances de evoluir para uma relação positiva. 

“Quando vivenciamos emoções positivas
através dos nossos relacionamentos,
oportunizamos nosso crescimento
e o do outro. Esta é a prova concreta
de que o relacionamento é positivo.”

Aprendemos através da dor ou do amor. O amor, aqui, como diz Barbara Fredrikson, é aquele sentimento de ligação, de conexão, que floresce entre duas pessoas que se conectam através de uma emoção positiva, seja ela intensa ou não. O Amor é mais amplo, vai além dos relacionamentos mais próximos, ultrapassa a linha do que conhecemos como amor. Fredrikson fala, ainda, que o amor é a simultaneidade entre emoção positiva compartilhada, a sincronia e o investimento mútuo no bem-estar do outro.

Mas nem sempre é fácil desenvolvermos este tipo de relação. Muitas vezes, conflitos internos, crenças a respeito de si mesmo e dos outros, minam qualquer relação. Quando somos crianças, vamos perdendo nossa espontaneidade através da proibição e da repressão de nossa alegria interior. E com isso, colocamos uma máscara. Sri Prem Baba diz que os hindus chamam esta máscara de Véu de Maya, uma construção de nosso ego para nos adaptarmos ao meio.

E desta forma nos protegemos dos perigos de sermos nós mesmos. Aprendemos que a espontaneidade é ruim e a bloqueamos. 

“O autoconhecimento e fundamental neste
processo de amadurecimento emocional
e na construção de relações positivas. 
Na verdade, ele é a cura para todas as relações.”

Acabamos buscando pessoas na esperança de reparar alguma ferida. E enquanto não trabalharmos o autoconhecimento para nos libertarmos das nossas dores inconscientes, iremos sempre buscar o mesmo tipo de parceiros, criando uma falsa expectativa de que eles irão nos ajudar a mudar.

Tendemos a responsabilizar o outro pelas mazelas da vida, buscamos a vitimização como desculpa pela falta de ação. E com isso, intoxicamos qualquer relação. E não são apenas os outros que tornam nossas relações tóxicas. Na maioria das vezes, somos nós mesmos. 

Mesmo que o outro intoxique o relacionamento, somos responsáveis por mantê-la. Esquecemos que somos livres, que fazemos escolhas, e que elas afetam nossas vidas. A escolha de permanecer em uma relação tóxica é nossa, de mais ninguém.

Existem, também, as pessoas indesejáveis, aquelas que não podemos evitar, pela proximidade ou pela situação de vida. Neste caso, não podemos nos afastar. Não vamos largar um emprego, por exemplo, porque existem pessoas com as quais não conseguimos desenvolver um relacionamento positivo. Neste caso, existem algumas coisas que podemos fazer, segundo Deep Patel: não reagir, reconhecer que não podemos ter afinidade com todo mundo, reconhecer a intenção positiva por trás da ação, conhecer nossas emoções, falar sobre elas, focar na situação-problema e não na pessoa, não ficar na defensiva e lembrar que temos o controle sobre a nossa felicidade.

Trabalhando o autoconhecimento, nos afastando ou aprendendo a lidar com pessoas tóxicas e avaliando nossas relações atuais, ficamos prontos para desenvolver relações positivas, que se fortalecem através da compaixão, do respeito, da empatia, da troca e do amor.


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Cintia Suplicy

Psicóloga com Formação em Psicologia Positiva, Master Coach e Coach de Bem-Estar e Saúde. Palestrante, docente, idealizadora e co-fundadora do Portal Reescreva-se. Escritora nas horas vagas.

“Falar sobre Felicidade e Bem-Estar é um desafio em um mundo que ainda cultiva o pessimismo e que acredita que a felicidade é feita de momentos. Minha intenção aqui é mostrar a ciência que estuda a Felicidade e fornecer ferramentas e reflexões para ajudar as pessoas a aumentarem o grau de satisfação em suas vidas, além de abordar assuntos que auxiliam no processo do autoconhecimento, passeando pelos campos da ciência e pela espiritualidade”

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Cintia Suplicy
Cintia Suplicy

Psicóloga com Formação em Psicologia Positiva, Master Coach e Coach de Bem-Estar e Saúde. Palestrante, docente, idealizadora e co-fundadora do Portal Reescreva-se. Escritora nas horas vagas.

“Falar sobre Felicidade e Bem-Estar é um desafio em um mundo que ainda cultiva o pessimismo e que acredita que a felicidade é feita de momentos. Minha intenção aqui é mostrar a ciência que estuda a Felicidade e fornecer ferramentas e reflexões para ajudar as pessoas a aumentarem o grau de satisfação em suas vidas, além de abordar assuntos que auxiliam no processo do autoconhecimento, passeando pelos campos da ciência e pela espiritualidade”

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